segunda-feira, 20 de abril de 2009

A adaptação de Gabriel na creche

Depois de tanto tempo procurando babás, decidimos experimentar uma creche. Eventualmente precisaremos de folguistas mas, durante a semana, Gabriel vai passar as tardes com gente que se mostrou muito eficiente, carinhosa e capaz de torná-lo mais sociável.

Confesso que, a princípio, era mais favorável a uma babá. Viajo muito, tenho os dias da semana mais tranquilos, ainda que trabalhe com muitas coisas em casa. Pensei que, estando ele perto de mim, poderia lhe dar atenção. No entanto, com muitos aqui até sabem, trabalhar em casa é algo complicadíssimo. É necessário que se entenda que estamos trabalhando e que, só nas folgas que nos damos, é que podemos aproveitar um tempinho para nos divertir. Nestes meses todos, ou não consegui trabalhar, ou mergulhei no quarto sem prestar atenção na casa. Ou oito ou oitenta. Desisti. No que tange ao Gabriel, ele merecia uma atenção melhor que somente a da babá. E na creche, teria condição de visitá-lo a qualquer hora para brincar com ele.

Toda criança quando vai para uma creche passa por um período de "inserção", onde os pais passam o dia por perto para que os filhos percebam que eles não o estão abandonando, bem como para eles se acostumarem com a idéia de que seu s filhos vão ficar bem naquele lugar. Em se tratando do Gabriel, um menino muito sensível, ficamos preocupados. Por ele ser muito ligado à Fernanda, achamos melhor fazer a inserção comigo. Passei esta semana toda indo na creche com ele para fazer esta 'troca de guarda'.

O primeiro dia foi complicadíssimo. Ele me agarrava com unhas e dentes, quase literalmente. Era impossível não se deixar levar pela emoção e querer confortá-lo. Enquanto isso, Fernanda, coitada, sofria com sua ausência forçada. Me ligava o tempo todo para saber como ele estava. Ao final, tive uma conversa com o pessoal da creche e sabia que a terça deveria ser diferente. Precisava lhe dizer que estava ali, que não estava abandonando-o, mas que ele tinha que curtir mais o espaço, deixar de chorar e ver o que tinha à sua volta. Tivemos progressos, sim, e a maior mudança havia sido em mim. Passei a lhe dar mais segurança, para que ele pudesse confiar mais nas meninas do berçário.



O terceiro dia começou muito mal. Eu, desesperado pelo fato dele não parar de chorar desde o momento em que chegou. Para mim, ele tinha piorado. No entanto, atendendo os pedidos do pessoal da creche, fiquei afastado do seu campo de visão. Bastaram alguns minutos para que ele parasse de chorar e ficasse entretido. Ao final do dia, já estava até brincando contente. Na quinta, isto se intensificou e ele passou a sorrir para muita gente na creche. Hoje, sexta, estou aqui sentado do lado de fora, acompanhando, espionando, mas seguro de que ele está bem. Por enquanto é só à tarde, mas pode ser que a gente tenha que aumentar este período. De todo modo, não faltarão amiguinhos, brincadeiras e gente para tornar suas tardes intensas e alegres.

2 comentários:

Pamela disse...

Que bom que ele já está se adaptando na creche. Tá um fofo!
Saudades!

Anônimo disse...

Ai Nanda ,como ele ta grande
me deu até vontade de chorar.
Ele ta crescendo muito rápido snif snif.
muitas saudades e feliz que ele
ta se adaptando.
beijos amo tds vcs.
mama